Poera, cê é poera.
Eu sô e o cê é.
Má sô poera mais forte.
E te capo rapá.
Esconde sua cara risonha.
Pensa que cê é poera.
Prepara teu chão.
No chão tua ceguera.
Que num vê o pé.
Escura, quase morte.
Zóio fechado de capa.
Vaziu, pança tristonha.
Sem nada! Tem o que tera.
Buscou só o pão.
Poera, cê é poera?
Cadê a tua fé?
Crescido no norte,
Ousa levá tapa?
Munheca medonha?
Se ergue catinguera.
É tua a imensidão.
Não sô poera!
Ocê que sai de ré.
Qué que corte?
Avoa pra lá carcará.
Minh'alma sonha.
Vô andá, subi ribancera.
Vivê no meu sertão.
Danilo Rodrigues (alter ego)
"No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente."
Mário de Andrade, Macunaíma
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
sábado, 7 de agosto de 2010
Agora vai!
Esta semana as aulas voltaram. Começaram a bater a corda. Ela está batendo pronta para que passemos. O objetivo é muito maior do que chegar ao outro lado, ao próximo semestre. Conquistaremos o objetivo maior!
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