Poera, cê é poera.
Eu sô e o cê é.
Má sô poera mais forte.
E te capo rapá.
Esconde sua cara risonha.
Pensa que cê é poera.
Prepara teu chão.
No chão tua ceguera.
Que num vê o pé.
Escura, quase morte.
Zóio fechado de capa.
Vaziu, pança tristonha.
Sem nada! Tem o que tera.
Buscou só o pão.
Poera, cê é poera?
Cadê a tua fé?
Crescido no norte,
Ousa levá tapa?
Munheca medonha?
Se ergue catinguera.
É tua a imensidão.
Não sô poera!
Ocê que sai de ré.
Qué que corte?
Avoa pra lá carcará.
Minh'alma sonha.
Vô andá, subi ribancera.
Vivê no meu sertão.
Danilo Rodrigues (alter ego)
Reforma agrária.
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