quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Poera

Poera, cê é poera.
Eu sô e o cê é.
Má sô poera mais forte.
E te capo rapá.
Esconde sua cara risonha.
Pensa que cê é poera.
Prepara teu chão.

No chão tua ceguera.
Que num vê o pé.
Escura, quase morte.
Zóio fechado de capa.
Vaziu, pança tristonha.
Sem nada! Tem o que tera.
Buscou só o pão.

Poera, cê é poera?
Cadê a tua fé?
Crescido no norte,
Ousa levá tapa?
Munheca medonha?
Se ergue catinguera.
É tua a imensidão.

Não sô poera!
Ocê que sai de ré.
Qué que corte?
Avoa pra lá carcará.
Minh'alma sonha.
Vô andá, subi ribancera.
Vivê no meu sertão.

Danilo Rodrigues (alter ego)

sábado, 7 de agosto de 2010

Agora vai!

Esta semana as aulas voltaram. Começaram a bater a corda. Ela está batendo pronta para que passemos. O objetivo é muito maior do que chegar ao outro lado, ao próximo semestre. Conquistaremos o objetivo maior!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Nature by Numbers - Luiz Uehara

Eu como matemático e apreciador das belezas da natureza não poderia deixar de enviar esse vídeo para vocês.
A natureza é bela, DEUS com certeza gosta de matemática, tudo tem número, nós somos números, não mais UM número, somos cada um O número, fazendo parte da natureza, cada um sozinho e somado ao outro, interagindo.
            0, 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21 .......... (sequência de Fibonacci)

terça-feira, 15 de junho de 2010

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Pai e Filho - Summertime


Há algumas semanas escrevi o seguinte texto, subjetivo, para a aula da Shuba:

"Com os diversos brinquedos espalhados e as pessoas sorridentes como crianças adultas. As lembranças de minha infância surgiram em minha mente. E por ali ficaram, não tomaram, de imediato, conta de minhas ações. Aos poucos ganharam apenas espaço na minha cabeça. E com este espaço deixaram de ser lembranças e passaram a ser factíveis. Claro que com alguma dificuldade, pois existiu uma relutância muito forte entre a minha razão e o meu instinto. "Não sou mais criança" de um lado e "O que é ser criança?" do outro. Levemente controlei este instinto crítico e "zombeteiro" e usei da simples razão para querer ser criança, para exteriorizar algumas ações congruentes aos meus pensamentos.Tomado pela ordem da professora, precisei me desprender da criança e me tornar um adulto, um pai. E apesar de desprendido da criança, mantive-me conectado aos pensamentos anteriores, por ser pai de uma criança pequena e com ela precisar lidar. Deixei-me novamente imaginar: como seria ser pai? Ser doce e zeloso? Infantil e adulto? Mestre e amigo? Com certeza não era uma resposta unívoca. Por tal, acredito que as perguntas são mais importantes, pois elas me levaram a uma imaginação mais rica. Ainda me senti um pouco inseguro, mas acredito que isto seja bom, pois evita a certeza soberba.
A antagônica cena da briga, se comparada com a cena da praia, foi a parte mais dura do exercício. Não por ser uma cena mais complexa, mas pela simples mudança. Obviamente o acontecimento ajuda a nortear o caminho da mudança, mas o que senti foi dificuldade em ser legítimo. Ainda não sei o porquê e não sei se um dia saberei, apenas espero saber lidar cada vez melhor com isto.
Enfim, após as experiências, chegamos à cena principal da aula. Estava muito mais relaxado. A concentração ficou voltada para dar vida à personagem, como se fosse em um universo paralelo, ou em um sonho. Sentir o que deveria ser feito e dosar as ações para que fosse verídico em cena, exigiram que eu fosse capaz de ver minha personagem como se eu fosse a platéia. Acho que isto me ajudou. As repetições verticalizaram a cena ao mesmo tempo que deram uma amplitude na minha imaginação. Fiquei mais atento aos detalhes, ao mesmo tempo procurei um contexto às ações, imaginando os acontecimentos precedentes e procedentes. Traçar os detalhes das ações me levaram ao que imagino ter sido o principal tópico da aula: qual o objetivo da personagem?"

Posto tal texto como pretexto para publicar uma música, muito importante para mim, que me lembrou muito a aula tratada neste texto:


Obs: Procurem outras versões desta música. Todas são incríveis.